Reciclando ideias (Peter Burke)

24/05/2009

Texto reproduzido na íntegra do Jornal Folha de São Paulo, caderno +mais.

Matéria disponível no jornal impresso do dia 24/05/2009 ou na internet, disponível para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2405200912.htm

São Paulo, domingo, 24 de maio de 2009

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Reciclando ideias
Imagem da inovação como repentina e individual contrasta com a evolução dos saberes, que é gradual e coletiva

PETER BURKE
COLUNISTA DA FOLHA

Muitas pessoas no mundo hoje, especialmente nos domínios dos negócios e da ciência, se dedicam à inovação. Pensam, lecionam e escrevem sobre as maneiras pelas quais se pode estimular, medir e gerir a inovação. Como e por que a inovação acontece, perguntam.

Por que existem lugares e momentos históricos que parecem mais favoráveis do que outros à inovação?

Florença durante o Renascimento serve como exemplo ou a Inglaterra nos estágios iniciais da Revolução Industrial -quando as máquinas têxteis e locomotivas a vapor e tantas outras máquinas foram inventadas- ou o Vale do Silício [EUA] na década de 1970.

Algumas pessoas acreditam que a inovação possa ser encorajada por meio da criação de centros de pesquisa, outras preferem meditação, sessões de discussão ou até mesmo softwares que facilitam a geração de ideias.

Mas o que exatamente é inovação?

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