
Anthony Giddens em entrevista ao Pedro Leite da Folha de São Paulo, aponta caminhos a algum tempo defendidos por políticos europeus:
“Giddens avalia que “estamos no estágio inicial de descobrir o que seria um NOVO responsável e global” e prevê uma convergência no debate sobre a grande recessão e os desafios da mudança climática.
“Em ambos os casos, estamos falando de um papel forte para o Estado e de mais regulação, de um planejamento de mais longo prazo que não tivemos no passado, de controlar mecanismos de mercado mais efetivamente do que nos últimos 30 anos pelo menos, de mais inovações tecnológicas.”
Principal ideólogo da Terceira Via, a busca de um caminho alternativo entre o liberalismo radical e as tendências estatizantes tradicionais da social-democracia.”
Escrevi um ensaio no início de 2008, mas um ano (e uma crise financeira global) depois…
O QUE ESCREVI:
[...] Do ponto de vista da historicidade, é possível comparar a Sociedade Informacional à Sociedade Industrial, entretanto as sociedades industriais e os modos de produção industrial foram utilizados nos modelos econômicos estatista e capitalista que polarizaram o mundo moderno, enquanto o modelo econômico da sociedade informacional é, atualmente, o modelo capitalista (CASTELLS, 2007; MATTELART, 2002; LÉVY, 2007).
Lévy (2007, p. 120), ao formular a utopia do “Espaço do Saber”, afirma que:
] a grande máquina cibernética do capital, sua extraordinária potência de contração, de expansão, sua flexibilidade, sua capacidade de se insinuar por toda parte [...] sua virulência epidêmica parecem invencíveis, inesgotáveis. O capitalismo é irreversível. É daqui por diante a economia, e a instituiu como dimensão impossível de ser eliminada da existência humana.
Não é impossível imaginar que possa surgir um modelo econômico diverso do atual capitalismo pós industrial desestatizado [e eu continuava com outras considerações...]
O QUE ESCREVO AGORA:
É certo que um modelo econômico diverso do capitalismo pós industrial desestatizado precisa ser construído. Apesar da propalada flexibilidade e capacidade de se reinventar do capitalismo, a mão invisível do mercado (Adam Smith) foi colocada em xeque. Os Estados precisaram intervir na irresponsabilidade financeira de Wall Street a fim de não jogar o mundo em uma longa e grave recessão.
Além disso, a sociedade informacional tem apontado velhos sonhos socialistas: a produção colaborativa, a livre cooperação, as comunidades de interesses, as redes sociais descentralizadas…
REFERÊNCIAS
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 10. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007.
LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 5. ed. São Paulo. Loyola, 2007.
MATTELART, Armand. História da Sociedade da Informação. São Paulo: Loyola, 2002.
LEITE, Pedro Dias. Folha de São Paulo, Caderno +mais, domingo, 29 de março de 2009





